Pentatentativa

Espaço multicultural para atitudes pouco controladas e comentários pouco fundamentados.

segunda-feira, junho 20, 2005

Papel Reciclado

Mudar. Mudávamos quando pensávamos que ainda não era ideal,
mudávamos quando pensávamos que o peso de uma emoção não valia uma má reacção.
Fiquei submerso em todas as mudanças, tão camuflado que dificilmente encontro a minha forma mais primitiva e genuína.
Mudei. Troquei a cor pelo som, o cheiro pelo tacto. Tudo menos ambíguo.
Sem distracções.
Mudou. Mudou o mundo quando corri tentando não ficar para trás, mudou quando, desgastado, não encontrei nada no cume.
Sei que já sabia.

terça-feira, junho 07, 2005

Sei...

Enfim, em casa.
Acabaram-se as flores de plástico, os aviões de papel. Aqui a luz é mais baixa e o ruído é menor.
Clico num mp3 perdido, encosto-me à cadeira e tento abstraír-me do facto de o tempo ser finito.
Tal como eu pensei!
Sempre tinha razão. Não é longínquo tudo aquilo que se alcança em menos de uma vida.
Não. Não estou a divagar! Recuando no tempo, reparo que estou em constante ruptura com o presente.
Costumava procurar o ruído e toda a agitação que dele advém.
Clico num mp3 perdido, encosto-me à cadeira.
Acabaram-se as flores de plástico, os aviões de papel. Aqui a luz é mais baixa e o ruído é menor.