Pentatentativa

Espaço multicultural para atitudes pouco controladas e comentários pouco fundamentados.

Nome: Horizon
Localização: Portugal

Segunda-feira, Novembro 17, 2008

Rasgos

Apareço sempre que me escondo em ti, aconteço sempre desde o dia em que percebi que havia algo mais.
Jogamos, trocamos cadeiras, cenários, emoções e a garantia de autosuficiência em caso de embate violento contra qualquer objecto imóvel relacionado com a idade.

Subo e subo mais, equilibro-me e não caio como num filme de aventura ao melhor estilo classe B.
Salto antes de o carro explodir, mergulho antes de ser baleado.

A música está mais alta, agora não consegues parar.
Encontro o teu lugar.



Quinta-feira, Janeiro 03, 2008

Dorme

Solta agora todo o ar contido e tudo o que foi consumido para poderes sonhar também.
A perenidade dá lugar à serenidade, que na falta de um exclusivo, se espalha iluminando.
Longe das canções de embalar, longe de exigir, longe dos braços que amparam erros sobre erros e mazelas que não sabes explicar.
Cai uma lagrima sobre um sorriso que há muito não se via, vira-se a pagina de um livro cujo título não se lia e teimava em acompanhar um despertador que não queria acordar.
Agora é o momento, ao som das tuas pestanas.

Domingo, Dezembro 09, 2007

De Composição


No dia em que o céu caiu, todo e qualquer silêncio foi rasgado por sorrisos que não me tocam
No dia em que o céu caiu, haviam cinzas de momentos cortados em pedaços de papel... nem saberia como os juntar
No dia em que o céu caiu, caí.
No dia em que o céu caiu, olhei em volta, não me viste.

O último passo na direcção do alheamento passa por traçar um plano, um pequeno plano para libertar as borboletas mortas. Para purgar.
Estar só não é apenas um Inverno de emoções.

Estar só é o agora, é como sempre foi.


Sábado, Dezembro 08, 2007

EOTL

Segunda-feira, Novembro 26, 2007

Sépia

Vejo e revejo fotocópias do que sou, do que fui e gostaria de ser.
Deixo incertezas para trás. Bom? Talvez na mais profunda melancolia egoísta e arrogante.
Um estado de consciência apurado assombra o bem estar e a calma de quem caminha sobre algodão doce. Pregos.
Portas a abrir e a fechar, os passos de milhões de estranhos que embalam as emoções ao ponto de dormência insólita... insípida.
Sinto-te às vezes, ficciono quando não sinto, acordo quando ficciono, sinto quando não adormeço esta vontade de ser mais.
(Es)forçado é o que me ocorre quando as luzes da cidade já não me conseguem ofuscar, quando o pontos do mapa não conseguem atenuar o fado remoto e empurram as nuvens que provocam chuva salgada e refrescante.
Deixei correr as palavras, deixei de recorrer a palavras.



Quinta-feira, Novembro 15, 2007

D

Não é dia D.

Porque eu transformo dias em noites e noites em dias;
Porque não perco antes do fim;
Porque acredito que algo possa ser simplesmente maior do que nós, do que os meus impulsos próprios de ser humano imperfeito;
Porque ficarei quieto na tua inquietude;
Porque lutarei contra a distância;
Porque sim.
Porque podes não acreditar, não interessa.


Terça-feira, Outubro 30, 2007

Descalço

...E desta forma aprendi a ser livre.
Não tendo o receio que o receio toma como propriedade quando espalhas cabelos na minha almofada.
Livre para pensar que a perda é apenas um princípio para voltarmos a ganhar... sentados noutro sofá.
Apago a luz para ver o teu brilho com maior clareza, para ter a certeza que não o apago com um gesto completamente reflectido, com um resto completamente definido.
Terei... teremos de gritar mais alto desta vez.
Afasto-te para iludir instintos que sinto e que pinto quando me minto e vivo dias de nunca mais.
O longe repele o perto quando perco e vivo dias assim.
Rimas comigo rimas sem mim.