Pentatentativa

Espaço multicultural para atitudes pouco controladas e comentários pouco fundamentados.

sábado, outubro 29, 2005

Feixes

Gravamos cada pegada como se fosse uma história escrita no chão.
Não é complexo, não tens sequer de pensar.
Engraçado, quando o céu escurece tudo fica mais claro e desenrolam-se uma série de comportamentos que outrora seriam bizarros.
Não me lembro onde começou nem sei, tão pouco, quando irá acabar mas todos os dias cresce mais um pouco e abraça-me as palavras para que não possam fugir.
Sei que não será sempre assim.

Renasço sempre que o meu coração bate ao ritmo daquele tema.
Renasço sempre que me sinto tão esgotado e tão feliz.

terça-feira, outubro 25, 2005

O meu dia

Passo por todas as situações tentando deixar o menos possível de mim. As pessoas desgastam-me, saturam-me.
Quanto menos personalizar cada dia, menos ficarei relacionado com o que nele se passa.
O diálogo é uma obrigação para a qual estou a perder a tolerância.
O meu dia será aquele que não é de todos vós.
No meu dia nem sou obrigado a respirar.
O meu dia é vazio como eu, e o teu?



segunda-feira, outubro 24, 2005

Sem pré-aviso.

Ontem senti que tudo mudou.
Todos os sentimentos que pudessem estar cautelosamente guardados desapareceram definitivamente.
Tudo mais calmo, saudável e insípido.
Vês? Eu disse-te para não te preocupares.

...Talvez

Tento fazer dos meus dias mais do que simples repetições de si mesmos. Tento juntar todos os cheiros e sabores. Tentaria muito mais mas não me atrevo.

Curta

Sonhei que existias. Colorias a minha forte tendência para a melancolia com um sorriso ou um olhar.
Tendo a idealizar suprimindo pormenores importantes que, muitas das vezes, tornariam o enredo mais interessante.
Sempre que me aproximo realmente de ti acordo.
O que fazes ainda nos meus sonhos?
Espera, mas... afinal... não era suposto ver-te apenas quando estou a dormir?


segunda-feira, outubro 17, 2005

... sei que sou eu mas

... mesmo quando não falava dava sinais, mas um dia tería de acontecer.
Levantei-me e fiz um chá como se acreditasse que conseguia impedir o inevitável.
Hoje as horas não passavam, a terra não girava, a noite não caía e tu não estavas. Escrevi, andei, compus, gritei sempre sem respirar.
O mundo onde vivo não existe, o mundo onde vivo não é.
Não me lembro quantas vezes soletrei hoje a palavra "dormência".
Não sei como não me vi antes.