Pentatentativa

Espaço multicultural para atitudes pouco controladas e comentários pouco fundamentados.

sexta-feira, setembro 23, 2005

No mesmo planeta que eu?

Permito-me oberservar, ao longe, os comportamentos de algumas pessoas desconhecidas nos momentos mais comuns do quotidiano e algumas conseguem surpreender.

Não, não foi um filme, foi no mesmo planeta no qual eu e tu vivemos.


jämvikt

Acho que estou a reassumir o controlo da situação.
Mas por que razão estará isto a acontecer?
Vejamos: passo cento e oitenta e dois dias do ano a tentar atingir estabilidade e equilíbrio, racionalizando todos os pormenores, e os restantes dias do ano servem para inverter a situação até sentir sem pensar.
Se eu me desiquilibrasse tu desequilibrar-te-ías também para contrabalançar?
E se amanhã eu, deliberadamente, deixasse de corresponder a expectativas, apenas porque... sim?
Se ...

terça-feira, setembro 06, 2005

.:Já

Senti, mas tinha de ser já. Se aguardo deixa de ser expontâneo, não porque perca o sentido mas porque perde o sabor.
Tem de ser já, e já começa a ser pouco.
Saber que sabes e saberes que sei é uma boa desculpa para adiar indeterminadamente o que seria inadiável... se agora fosse já e se tu ficasses agora.
Para onde pende a vontade, para onde pende a moral e para onde pende o receio de que tudo à nossa volta nos rodeie e censure cada passo?
Não tenho tempo para tudo o que o tempo tem para mim, quero já ou já não quero.
Minto, quero já mas já não espero.


domingo, setembro 04, 2005

Desta vez não pensei

Enchi-me de coragem e abstraí-me de pensar.
Sem expectativas não há desilusões, não há descontruções sem as próprias construções em si e sobretudo não há tapetes rolantes quando sabemos o que estamos a pisar.
Esta semana foi a constatação de que eu teria que mudar bastante o que sou e a forma como me relaciono com os restantes, mesmo aqueles que aparentam proximidade.
Nunca lidei bem com o ânimo leve, não vou fingir que sou indiferente, seria pouco credível e principalmente pouco honesto.
Os últimos acontecimentos confirmam o que receava descobrir, aos poucos tudo se tornou pouco importante e previsível. Estou desgastado de servir tudo e todos mas sei que a única forma de alterar isso é repensar a minha postura perante as pessoas e as coisas.
E agora? Diz-me algo especial...


Errata aka #Turbolência II

Há dias em que o balanço entre acordar e não acordar é negativo. Mas mesmo os que não me trouxeram nada, trouxeram-me alguma coisa. O Nada.


sábado, setembro 03, 2005

Ponto

No final do dia apercebi-me de que não existi.
Tenho a sensação, repetidamente, de que não interferi no curso normal das coisas.
Não há nada que leve alguém a pensar que estive lá sequer, simplesmente não influenciei.
É curioso que, quando não há com quem partilhar as nossas peripécias do dia-a-dia, é como se nunca tivessem tido lugar.
Para todos os efeitos tenho sido um mero espectador de vidas alheias, das quais eu apenas conheço o que vejo.
Alienação, é o que acontece aos que, por uma razão ou por outra, cada vez estão mais longe de se contentarem com meia dúzia de estímulos pseudo-orgânicos pré-fabricados.
Amanhã acordarei e saberei que não existi, mas saberei também que pelo menos tive essa consciência.