Pentatentativa

Espaço multicultural para atitudes pouco controladas e comentários pouco fundamentados.

domingo, agosto 28, 2005

Quando olhaste

Um turbilhão de coisas na minha mente, ontem, quando olhaste.
Não pretendia vincar nenhum tipo de posição ou ideal, olhava apenas para o canto. Esse mesmo, onde o tecto e a parede se encontram, que guarda alguns segredos, aqueles que eu consegui reprimir.
Não foco nada, as vozes vagueiam pela sala aleatóriamente, o barulho dos copos tornou-se constante e as luzes começam a encandear-me.
Provo o vinho, sorrio e aceno como se estivesse por dentro do assunto. Os sentidos baralham-se e tornam-se num único, completamente homogéneo.
Reincidência... é o que me passa pela cabeça. Uma corrente de dèja-vu no meu horizonte, aproximando-se mais rapidamente do que consigo controlar.
Baixei o olhar. Senti-me estremecer. Não sei como explicar como, mas foi naquele momento.


segunda-feira, agosto 22, 2005

Finto-me

Coloco-me sucessivamente em situações constrangedoras, só para ter a certeza que sou humano.
Envergonho-me, finto os meus sentimentos para não seja tudo tão óbvio, tão descarado.
Através da arte assimilo as experiências de outros, para que me possa sentir bem, para que me possa magoar e então ruminar
cada pensamento repetidamente e digerir cada momento.
Sim, uso a minha sensibilidade para me estimular das formas mais dolorosas.
Só assim consigo sentir durante as vinte e quatro horas do dia, só assim me sinto vivo e mortal.


#Turbolência

Há dias em que o balanço entre acordar e não acordar é negativo.
Há dias que não me trazem absolutamente nada.
Nada.