Vigília
A noite esconde a imperfeição e mancha a inocência quase inviolável.
Caminhava sem rumo, sem um objectivo concreto, simplesmente seguia os meus próprios passos e um ruído galopante que se tornava cada vez mais intenso à medida que chegava a hora de voltar para casa.
Surpreende-me uma voz rouca e cansada mas não menos confortante.
As luzes ainda pulsavam conforme fechava os olhos mas deixei adormecer mais a dormência... ou a demência.
"Missão cumprida!" - pensei, enquanto, ainda de olhos fechados, procurava o telefone como que tentando descobrir quem fora na noite anterior.
Rapidamente fui atingido por violentos raios de sol que me íam queimando as pálpebras como que anunciando a chegada de uma nova estação.
Sinceramente, não lhes dou grande importância. Os meios servem os fins.
Viro-me para o lado oposto e pego onde (me) deixei.
Caminhava sem rumo, sem um objectivo concreto, simplesmente seguia os meus próprios passos e um ruído galopante que se tornava cada vez mais intenso à medida que chegava a hora de voltar para casa.
Surpreende-me uma voz rouca e cansada mas não menos confortante.
As luzes ainda pulsavam conforme fechava os olhos mas deixei adormecer mais a dormência... ou a demência.
"Missão cumprida!" - pensei, enquanto, ainda de olhos fechados, procurava o telefone como que tentando descobrir quem fora na noite anterior.
Rapidamente fui atingido por violentos raios de sol que me íam queimando as pálpebras como que anunciando a chegada de uma nova estação.
Sinceramente, não lhes dou grande importância. Os meios servem os fins.
Viro-me para o lado oposto e pego onde (me) deixei.

2 Comments:
As vozes roucas são confortáveis quando nos assaltam o sono, sacudindo-nos os sonhos do cabelo. São sonhos caóticos nos quais tropeçamos os nossos passos e os nossos olhos são lanternas tentando decifrar o apagado. A noite é imensa e insana. Existem deuses em vigílias constantes tentando achar caminhos que embocam em lugar algum.
A noite, sim, esconde a imperfeição e mancha a inocência quase inviolável e é frenética, pulsante, febril e ébria.
Eu gosto da noite, gosto de vasculhar o escuro e acordar violentamente com o sol.
É na noite e na pureza do teu pensamento que vês aquilo que é mais profundo e mais verdadeiro dentro de ti. De noite consegues ser o teu EU e descobrir A essência da alma. Essas "vozes roucas" ecoam sinais que quando estás acordado não consegues ouvir ou te recusas a aceitar.
O sol quando te queima os olhos de manhã, sabe o que te perturba e o que não queres ver...por isso tortura-te para voltares a ser aquilo que sempre quiseste ser - Cego, Surdo e Mudo.
Madame Butterfly
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