Pentatentativa
Cruzo os braços e espero pela electrocussão.
Porque terei de viver na ansiedade da incerteza, porque não me pisas de uma vez por todas?
A cada minuto, um corte, apenas o suficiente para saber que ainda sinto.
Esta é a pentatentativa, provavelmente a única desde que tenho consciência da tua não existência.
Caminhei para a nascente de um rio de coincidências, ilusões, delírios e constatações.
Pensei encontrar algo puro, ainda no seu estado mais bruto e genuíno.
Não sei o que vi, não sei se me vês.
Enfastia-me, a vulgarização da aproximação humana.
Enfastia-me, o ritual com um desfecho sempre igual... e sobretudo estas exteriorizações acerca das mesmas (in)certezas.
Perde-se a unicidade quando apagamos a fantasia e resta apenas a razão.
E a razão diz-me para parar de debitar vocábulos sem significação aparente.
Não sou volátil.
Porque terei de viver na ansiedade da incerteza, porque não me pisas de uma vez por todas?
A cada minuto, um corte, apenas o suficiente para saber que ainda sinto.
Esta é a pentatentativa, provavelmente a única desde que tenho consciência da tua não existência.
Caminhei para a nascente de um rio de coincidências, ilusões, delírios e constatações.
Pensei encontrar algo puro, ainda no seu estado mais bruto e genuíno.
Não sei o que vi, não sei se me vês.
Enfastia-me, a vulgarização da aproximação humana.
Enfastia-me, o ritual com um desfecho sempre igual... e sobretudo estas exteriorizações acerca das mesmas (in)certezas.
Perde-se a unicidade quando apagamos a fantasia e resta apenas a razão.
E a razão diz-me para parar de debitar vocábulos sem significação aparente.
Não sou volátil.

1 Comments:
A tristeza que invade a minha alma é bem superior à sua capacidade de aceitação.
Perdi a vontade de sorrir, brincar e sonhar
Aprendi pelo catecismo, que nunca deveria deixar de ser criança, e acreditar sempre nos sonhos que essa mesma criança alimenta.
Mas morri! Eu sei que morri.
Eu, já não sou eu.
Eu, já não sei quem sou, ou quem fui um dia.
Será que num futuro distante, alguém questionará a personagem que representei neste teatro da vida mortal?
Claro que não!
Não se perde tempo a estudar quem não marcou a história.
Não alimentes, tu também, sonhos que ninguém tem capacidade de aceitar.
Não alimentes sonhos, onde não existe dinheiro que alimente a fome do poder e ganância dos que te rodeiam.
A utopia das ideias foi a maior ofensa criada pelo ganancioso, para com um Deus que defende as crianças, e os sonhos que as alimenta.
Foge deste tempo, desta Era, deste mundo.
Foge enquanto é tempo.
Pega na tua pá, e cava o teu fosso bem longe.
Esconde-te na tua procura, sem medo de o fazeres sozinho.
Nascemos sozinhos.
Então porque deveremos ter medo de sozinhos caminhar?
Nunca passarás de um mero número estatístico de uma tabela qualquer.
Vive a tua vida e faz dessa tua vida um arco-íris, mesmo que sejas o único a contempla-lo. Porque a cor desse arco-íris, será sempre o espectro mais certo que terás.
Porque quando gira o mundo, e alguém chega ao fundo de um ser humano, há uma estrela à solta, pelo céu-da-boca, quando se diz “amo-te”.
A vida, é um segmento de recta, com princípio e fim.
Um segmento de recta, tão grande ou curta, consoante a intensidade com que a vives.
Faz dela bem curta, pois será sinal de que valeu a pena e atingiste o pico da emoção e satisfação pessoal, sem pisares ou maltratares alguém.
Trata de ser feliz, para que outros, procurem imitar-te, mesmo não sabendo quem és ou foste… porque valeu realmente a pena… marcar a diferença.
Boa sorte nessa caminhada.
“Pensa que cada dia que amanhece é o teu último dia.” Palavras de Horácio, Livro A vida é breve
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