Pentatentativa

Espaço multicultural para atitudes pouco controladas e comentários pouco fundamentados.

domingo, julho 03, 2005

Um dia

Arrastei tudo comigo.
Quando abri a janela e senti que já era manhã, sabia que nada poderia ser igual.
Tu não eras a mesma pessoa, nem eu era eu mesmo.
Tornei-me refém da minha liberdade, agora é ela que me prende.
Serei objecto de outra realidade, onde tudo é cuidadosamente preso ao tecto, onde nada é pensado, onde pouco é sentido e sobretudo onde sei que não vais aparecer.
Quando arrastei tudo comigo, nada ficou no seu lugar, há sementes por onde passo e cores vivas.
Se arrastei tudo comigo foi para empurrar a vontade extrema de organizar sentimentos em caixas de fósforos, como se fossem verdadeiros.
Agradeço-te por não existires.

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Miss-Me

..Tornei-me refém de minha liberdade, agora é ela que me prende..
tornei-me refém da minha liberdade, agora é ela que me prende..
Esta frase ressoa na minha cabeça vezes sem fim...lês-me os pensamentos???
Beijo enorme !!

3:02 p.m.  

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